Na véspera da partida contra o Atlético-MG, em jogo de ida pela Copa
do Brasil, que acontecerá em Itaquera, torcedores do Corinthians
protestaram na frente do Centro de Treinamento Joaquim Grava, no Parque
Ecológico do Tietê, em São Paulo. Pelo menos 70 integrantes de
organizadas foram ao local na tarde desta terça-feira, com faixas e até
rojões, em manifestação contra a comissão técnica e os jogadores.
"Joga
por amor ou joga por terror", dizia uma das mensagens colocadas logo na
entrada do CT, além de "Raça, Timão" e outras. A Polícia Militar se
posicionou dentro do CT para impedir qualquer tipo de invasão, como
aconteceu em fevereiro deste ano, quando os atletas tiveram que ficar
escondidos como forma de proteção.
A diretoria alvinegra já havia
sido avisada sobre o protesto, bem como toda a segurança do centro de
treinamento. Até o momento, apesar dos rojões, a mobilização acontecia
de forma pacífica. Com instrumentos musicais, os uniformizados gritavam
cantos de guerra exigindo uma vitória no jogo desta quarta-feira, além
de mais empenho dentro de campo - "Quarta-feira teremos que ganhar".
Nenhum dirigente do clube chegou a conversar com os corintianos, que também não tentaram entrar no local.
Invasão
O
CT do Corinthians foi invadido no dia primeiro de fevereiro por cerca
de 100 torcedores do clube. Mesmo com policiamento no local, os
alvinegros conseguiram pular um dos portões e, através de um buraco
feito no alambrado, tiveram acesso ao campo, onde o time de Mano Menezes
treinaria às 9h30 daquele dia.
À época, os atacantes Emerson
Sheik e Alexandre Pato eram os principais alvos dos torcedores. O grupo,
que não encontrou os atletas, negociou com o chefe de segurança do
clube e queria uma reunião com ao menos um representante do elenco.
O
consultor médico do clube, Joaquim Grava, que batiza o CT, foi um dos
que sofreram com a invasão. Preso em uma das salas do local, o médico
relatou um verdadeiro "clima de guerra". "A comissão técnica está
trancada numa sala, e os jogadores, em outra. Até colocaram uns armários
pras portas não serem arrombadas".
O presidente Mario Gobbi
chegou a dizer que o peruano Paolo Guerrero, herói da conquista do
Mundial de clubes de 2012 ao marcar os gols das duas vitórias do
Corinthians por 1 a 0 no torneio, contra Al Ahly, nas semifinais e
Chelsea, na decisão, teria sido agredido. O jogador, no entanto, semanas
depois, negou.
30 de setembro de 2014
Torcedores protestam com faixas e até rojões em frente ao CT do Corinthians
terça-feira, setembro 30, 2014





























