30 de setembro de 2014

Torcedores protestam com faixas e até rojões em frente ao CT do Corinthians

Na véspera da partida contra o Atlético-MG, em jogo de ida pela Copa do Brasil, que acontecerá em Itaquera, torcedores do Corinthians protestaram na frente do Centro de Treinamento Joaquim Grava, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo. Pelo menos 70 integrantes de organizadas foram ao local na tarde desta terça-feira, com faixas e até rojões, em manifestação contra a comissão técnica e os jogadores.
"Joga por amor ou joga por terror", dizia uma das mensagens colocadas logo na entrada do CT, além de "Raça, Timão" e outras. A Polícia Militar se posicionou dentro do CT para impedir qualquer tipo de invasão, como aconteceu em fevereiro deste ano, quando os atletas tiveram que ficar escondidos como forma de proteção.
A diretoria alvinegra já havia sido avisada sobre o protesto, bem como toda a segurança do centro de treinamento. Até o momento, apesar dos rojões, a mobilização acontecia de forma pacífica. Com instrumentos musicais, os uniformizados gritavam cantos de guerra exigindo uma vitória no jogo desta quarta-feira, além de mais empenho dentro de campo - "Quarta-feira teremos que ganhar".
Nenhum dirigente do clube chegou a conversar com os corintianos, que também não tentaram entrar no local.
Invasão
O CT do Corinthians foi invadido no dia primeiro de fevereiro por cerca de 100 torcedores do clube. Mesmo com policiamento no local, os alvinegros conseguiram pular um dos portões e, através de um buraco feito no alambrado, tiveram acesso ao campo, onde o time de Mano Menezes treinaria às 9h30 daquele dia.
À época, os atacantes Emerson Sheik e Alexandre Pato eram os principais alvos dos torcedores. O grupo, que não encontrou os atletas, negociou com o chefe de segurança do clube e queria uma reunião com ao menos um representante do elenco.
O consultor médico do clube, Joaquim Grava, que batiza o CT, foi um dos que sofreram com a invasão. Preso em uma das salas do local, o médico relatou um verdadeiro "clima de guerra". "A comissão técnica está trancada numa sala, e os jogadores, em outra. Até colocaram uns armários pras portas não serem arrombadas".
O presidente Mario Gobbi chegou a dizer que o peruano Paolo Guerrero, herói da conquista do Mundial de clubes de 2012 ao marcar os gols das duas vitórias do Corinthians por 1 a 0 no torneio, contra Al Ahly, nas semifinais e Chelsea, na decisão, teria sido agredido. O jogador, no entanto, semanas depois, negou.