Zagueiro fala de 'carinho especial' pelo tricolor e possível volta ao Brasil em alguns anos
Miranda, zagueiro do Atlético de Madrid, ficou fora da CopaFora da Copa do Mundo, Miranda foi uma das ausências mais sentidas no grupo anunciado por Luiz Felipe Scolari. O então técnico optou por levar Henrique, do Napoli, com quem tem ótima relação há muito tempo. Mesmo de cabeça mais fria agora, o zagueiro do Atlético de Madrid não esconde a chateação por não ter sido escolhido.
Com o futuro pela frente, o jogador prefere deixar o passado de lado para seguir brigando por seus sonhos. A cinco dias de completar 30 anos, ele mantém as esperanças de que poderá, enfim, disputar seu primeiro Mundial, o de 2018, na Rússia, quando terá quase 34 anos. Apesar da grande fase pelo time espanhol, Miranda não esconde a vontade de voltar a defender o São Paulo, por onde ainda quer conquistar muitos títulos.
"Eu acho que zagueiro para treinador é uma questão de confiança. Eu não tive a confiança do Felipão. Fiquei chateado, pois queria ajudar. Para mim, isso é passado. Tenho que ajudar o Dunga no que for possível e mostrar que tenho que ser chamado mais vezes. Não tem mágoa. Acho que no futebol não tem porque tem mágoas. Tudo que você faz você paga. Tem de ser merecedor. Eu tinha condição de estar na seleção, mas não estava. Não tem mágoa nenhuma. Vou demonstrar que já deveria estar lá", afirmou o atleta, em entrevista para o ESPN.com.br.
"Ser convocado na primeira lista é muito bom. A minha principal meta é de me manter na seleção neste ano. Para isso, preciso ter um bom futebol. O momento é hoje. Tenho que me manter e procurar estar em alto nível até 2018. Sempre melhorando, até a próxima da Copa" completou o jogador.
Sobre o tricolor, ele afirma que não sabe se seria para encerrar a carreira, mas que só iria de volta ao Brasil se ainda estivesse em alto nível.
"Tenho um carinho muito grande pelo torcedor brasileiro. O torcedor também tem por mim. Quero voltar em alguns anos, espero estar em alto nível para isso. Em especial o São Paulo, o clube onde tive várias vitórias. Gostaria de defender de novo as cores do tricolor. Não necessariamente para encerrar a carreira, pode ser que sim. Mas quero estar em alto nível. Só volto se estiver em alto nível, para ajudar o São Paulo a conquistar título", explicou.
Depois do fracasso da Copa, Miranda acredita que os amistosos de setembro, além de testar o time, servirão para resgatar a imagem da seleção.
"Eu fiquei triste pelo 7 a 1. O povo brasileiro merecia alegria maior. É um resultado que acontece a cada 100 anos. Uma tragédia. Não vai voltar a acontecer tão cedo. Acho que o momento é de mostrar serviço, demonstrar que ainda é forte. O melhor jeito de fazer a mídia e o povo esquecer é com vitórias. Espero poder ajudar", defendeu.
"Não cheguei a trabalhar com o Felipão. Não consigo falar sobre ele. Dunga é justo. Quando você vê justiça, certamente os jogadores irão corresponder e os resultados vão aparecer".
Apesar de defender o Brasil, o atleta do Atlético de Madrid está perto de ganhar uma segunda nacionalidade, a espanhola. Como já disputou diversas partidas com a camisa verde e amarela, não poderia nem pensar em mudar de equipe, como fez Diego Costa, mas para seu time será muito importante: uma nova vaga se abrirá no time de Diego Simeone.
"Minha naturalização vai sair nos próximos meses. Vou virar espanhol por tempo de trabalho, é onde eu moro. É importante para os meus filhos. Se um deles for virar jogador, vai ser mais fácil para eles", respondeu.
"No time hoje já tem mais de três estrangeiros. O Corrêa, argentino, já está meio que na fila esperando por essa vaga. Hoje a gente está precisando mais de atacante. Mas não indicaria nenhum nome no momento", disse ao ser perguntado.





























