STF determina prisão de condenados; veja quem já foi (ou devia estar) preso
Ed Ferreira Estadão
O Supremo Tribunal Federal começou, a partir do dia 15 de novembro, a
emitir os mandados de prisão aos condenados pelo mensalão. O
ex-presidente do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato (foto), deveria ter
sido preso com o grupo no Dia da Proclamação da República, mas ele
havia fugido do País e se refugiado na Itália.
Ex-presidente
do PT, José Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses por corrupção
ativa e formação de quadrilha. Após complicações de saúde no presídio da
Papuda, em Brasília, está temporariamente em prisão domiciliar. A Corte
reconheceu a imediata execução das penas para os crimes que não são
questionados por meio dos chamados embargos infringentes, ou seja, por
corrupção ativa. Mas ainda cabe recurso para o crime de formação de
quadrilha.
José Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses por corrupção ativa e
formação de quadrilha, está na penitenciária da Papuda. Ele causou
polêmica após pedir para trabalhar em um hotel por salário de R$ 20 mil.
A Corte reconheceu a imediata execução das penas para os crimes que não
são questionados por meio dos chamados embargos infringentes, ou seja,
por corrupção ativa. Mas ainda cabe recurso para o crime de formação de
quadrilha.
JB Neto Estadão
O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, condenado a 8 anos e 11 meses por
corrupção ativa e formação de quadrilha, também cumpre pena na Papuda
desde o dia 15 de novembro. A Corte reconheceu a imediata execução das
penas para os crimes que não são questionados por meio dos chamados
embargos infringentes, ou seja, por corrupção ativa. Mas ainda cabe
recurso para o crime de formação de quadrilha.
O
publicitário Marcos Valério teve a pena mais alta: foi condenado a 40
anos e 4 meses por corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de
dinheiro e outros três crimes. Ele cumpre pena na Papuda. A Corte
reconheceu a imediata execução das penas para os crimes que não são
questionados por meio dos chamados embargos infringentes. Mas ainda cabe
recurso para o crime de formação de quadrilha.
O
ex-tesoureiro do PL (hoje PR), Jacinto Lamas, cumpre pena na Papuda.
Ele foi condenado a 5 anos de prisão em regime inicial semiaberto por
crimes de lavagem de dinheiro, e por corrupção (mas por isto a pena
prescreveu). Ele teria sacado R$ 1 milhão do Banco Rural para repassar
ao PL.
O
publicitário Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, foi
condenado a 29 anos e 7 meses por corrupção ativa, formação de quadrilha
e outros três crimes. Ele cumpre pena na Papuda. A Corte reconheceu a
imediata execução das penas para os crimes que não são questionados por
meio dos chamados embargos infringentes. Mas ainda cabe recurso para o
crime de formação de quadrilha.
Frederico Haikal - Hoje em Dia EstadãoMostrar miniaturas
O
publicitário Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério, foi condenado a
25 anos e 11 meses por corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem
de dinheiro e peculato. Ele está na Papuda, chegou a solicitar
transferência para BH, mas mudou de ideia. De acordo com documento
entregue pelos advogados ao STF, Paz prefere ficar em Brasília porque
considera o local 'seguro'. Aguarda análise de embargo infringente para o
crime de formação de quadrilha.
Wesley Rodrigues - Hj em Dia Estadão
O ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado, condenado a 16
anos e 8 meses por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão
de divisas e gestão fraudulenta, também está na Papuda. A Corte
reconheceu a imediata execução das penas para os crimes que não são
questionados por meio dos chamados embargos infringentes. Mas ainda cabe
recurso para o crime de formação de quadrilha.
A
ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello, ex-sócia de Marcos Valério,
foi condenada a 16 anos e 8 meses por formação de quadrilha, lavagem de
dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Ela será transferida
para Belo Horizonte, onde reside sua família. Atualmente, cumpre pena na
Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia). A Corte
reconheceu a imediata execução das penas para crimes não questionados
por embargos infringentes. Mas ainda cabe recurso para formação de
quadrilha.
Simone
Vasconcelos (à dir.), ex-diretora de empresa de Marcos Valério, também
será transferida para a capital mineira. Ela foi condenada a 12 anos e 7
meses por corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e
evasão de divisas e está atualmente na Penitenciária Feminina do
Distrito Federal (Colmeia).
Deputado
Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado a 7 anos e 10 meses pelos crimes
de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, se entregou no dia 5 de
dezembro, e renunciou a seu mandato de deputado federal. Ele cumpre pena
na Papuda. Mesmo assim, terá direito a aposentadoria de R$ 16 mil.
O
ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado a 7 anos e 2 meses pelos
crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, se entregou no dia 5
de dezembro à Polícia Federal em Brasília.
O
ex-deputado Bispo Rodrigues (PL, atual PR), condenado a 6 anos e 3
meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, se
apresentou no dia 5 de dezembro diretamente à Penitenciária da Papuda,
em Brasília.
Dida Sampaio Estadão
O
ex-vice-presidente do Banco Rural Vinicius Samarane, condenado a 8 anos
e 0 meses pelos crimes de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta,
também se entregou no dia 5 de dezembro, após ordem do Supremo.
Romeu
Queiroz, ex-deputado (PTB-MG) condenado a 6 anos e 6 meses por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro, se entregou no dia 15 de
novembro na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG).












































