Hoje será o quarto e o último dia da felisquié,
festa literária do sertão de Jequié. No primeiro
dia eu me aborreci pelo fato de como foi conduzido eu não sei se foi porque foi
o começo e como todo começo é meio assim como um começo de uma partida de
futebol, até mesmo como o começo de uma palestra. Etc.
Teve aquela pessoa que se dizia jornalista experiente
etc. e tal e demorou mais de meia hora para formular uma pergunta, primeiro ela
respondeu tudo que a palestrante tinha que responder e depois ela fez a
pergunta. A palestrante respondeu em menos de um minuto o que ela levou mais de
meia hora para perguntar.
Um pouco mais tarde depois de alguns
protestos que os novos poetas da terra também deveriam ter um espaço para
divulgar os seus trabalhos, foi dada uma oportunidade de dez minutos ao todo para
cada um falarem um pouco do seu trabalho ou até mesmo recitar uma ou duas
poesias. Eu todo alegre esperando a minha
vez para recitar as minhas poesias, pouquinhas, pequenas poesias nem ia durar
mais de 3 minutos. Antes o friozinho na barriga eu achava que eu nem ia
conseguir subir aquela escadinha que dava para o palco, respirei contei a te dez
depois até vinte, depois até trinta. Pensei comigo.. O que será que ta acontecendo
comigo? Eu sempre falei em publico por que esse nervoso? É subir lá e recitar
as poesias e pronto. Fiz um pequeno ensaio mentalmente e quando foi chegado à
hora desci para ficar mais perto do palco por que eles não iam chamar pelo nome,
deixaram o microfone lá como se a gente que tava pegando e aproveitando a ausência
para divulgar o nosso trabalho.
Ante da minha vez apareceu uma
mulher sem livro que dizia ter um livro por que ela tava lendo pelo celular,
ela dizia que era professora, subiu no palco e ficou mais de dez minutos lendo um livro no celular
que ninguém entendeu nada. O curador parecia que ia voar nela e tomar um microfone,
mas quando uma perna dele ia a outra dizia que não podia, e ela continuava a
ler, mão que o livro fosse chato por que livro nunca é chato, mas por que
naquela hora ninguém queria ouvir um livro todo. Ufa! Até q enfim ela se tocou, largou o
microfone sem nem falar o título do livro e a sinopse. Quando eu pensei. Agora sou
eu, vou subir e recitar o curador pegou o microfone e começou a falar das programações,
eu dei uma disfarçada meia voltinha e voltei par ao meu lugar sem nem se quer
falar que ali também tinha um livro meu.
No segundo dia Foi aberto um espaço para
que a gente os que ficaram sem falar dos seus trabalhos fosse lá
recitar algumas poesias. O friozinho na barriga tinha voltado, mas eu
fiz todo aquele exercício mental de novo e fui lá e recitei minhas poesias. O
que eu posso te garantir que uma festa literária é muito boa, é sempre um aprendizado
e todo evento tem suas falhas.
Hoje é na praça Rui Barbosa não deixe de participar.






























