29 de outubro de 2013

Felisquié

Hoje será o quarto e o último dia da felisquié, festa literária do sertão de Jequié.  No primeiro dia eu me aborreci pelo fato de como foi conduzido eu não sei se foi porque foi o começo e como todo começo é meio assim como um começo de uma partida de futebol, até mesmo como o começo de uma palestra. Etc.
 Teve aquela pessoa que se dizia jornalista experiente etc. e tal e demorou mais de meia hora para formular uma pergunta, primeiro ela respondeu tudo que a palestrante tinha que responder e depois ela fez a pergunta. A palestrante respondeu em menos de um minuto o que ela levou mais de meia hora para perguntar.
Um pouco mais tarde depois de alguns protestos que os novos poetas da terra também deveriam ter um espaço para divulgar os seus trabalhos, foi dada uma oportunidade de dez minutos ao todo para cada um falarem um pouco do seu trabalho ou até mesmo recitar uma ou duas poesias.  Eu todo alegre esperando a minha vez para recitar as minhas poesias, pouquinhas, pequenas poesias nem ia durar mais de 3 minutos. Antes o friozinho na barriga eu achava que eu nem ia conseguir subir aquela escadinha que dava para o palco, respirei contei a te dez depois até vinte, depois até trinta. Pensei comigo.. O que será que ta acontecendo comigo? Eu sempre falei em publico por que esse nervoso? É subir lá e recitar as poesias e pronto. Fiz um pequeno ensaio mentalmente e quando foi chegado à hora desci para ficar mais perto do palco por que eles não iam chamar pelo nome, deixaram o microfone lá como se a gente que tava pegando e aproveitando a ausência para divulgar o nosso trabalho.
Ante da minha vez apareceu uma mulher sem livro que dizia ter um livro por que ela tava lendo pelo celular, ela dizia que era professora, subiu no palco e ficou  mais de dez minutos lendo um livro no celular que ninguém entendeu nada. O curador parecia que ia voar nela e tomar um microfone, mas quando uma perna dele ia a outra dizia que não podia, e ela continuava a ler, mão que o livro fosse chato por que livro nunca é chato, mas por que naquela hora ninguém queria ouvir um livro todo.  Ufa! Até q enfim ela se tocou, largou o microfone sem nem falar o título do livro e a sinopse. Quando eu pensei. Agora sou eu, vou subir e recitar o curador pegou o microfone e começou a falar das programações, eu dei uma disfarçada meia voltinha e voltei par ao meu lugar sem nem se quer falar que ali também tinha um livro meu.
No segundo dia Foi aberto um espaço para que a gente os que ficaram sem falar dos seus trabalhos  fosse lá  recitar algumas poesias. O friozinho na barriga tinha voltado, mas eu fiz todo aquele exercício mental de novo e fui lá e recitei minhas poesias. O que eu posso te garantir que uma festa literária é muito boa, é sempre um aprendizado e todo evento tem suas falhas.
Hoje é na praça  Rui Barbosa não deixe de participar.